Eficiência energética se torna decisiva para projetos de dessalinização e reuso de água

Integração entre bombas de alta pressão, sistemas de recuperação de energia e variadores de frequência pode reduzir o consumo e os custos operacionais de plantas de tratamento

A necessidade de reforçar a segurança hídrica tem colocado alternativas como a dessalinização e o reuso de água no centro das discussões no Brasil. Segundo o Banco Mundial, o reuso de água para abastecimento e aplicações industriais pode crescer oito vezes até 2040, alcançando 430 milhões de m³ por dia. A dessalinização, por sua vez, já vem sendo adotada no Brasil tanto para levar água potável a comunidades do Semiárido quanto para reduzir a dependência de mananciais em operações industriais e projetos de abastecimento em áreas costeiras.

À medida que essas soluções avançam, cresce também o desafio de aumentar a oferta hídrica sem elevar, na mesma proporção, o consumo de energia. Em processos como a dessalinização por osmose reversa, a eficiência energética deixou de ser apenas uma questão operacional para se tornar um fator determinante para a viabilidade econômica e a sustentabilidade dos projetos.

Esse será o tema central discutido pela Danfoss durante o Congresso ALADYR Brasil 2026, que acontece em setembro, em São Paulo. A empresa participa do encontro com uma apresentação dedicada à relação entre eficiência energética, dessalinização e reuso.

Eficiência depende da integração de todo o sistema

De acordo com estudos feitos pela empresa, a substituição gradual de processos térmicos pela osmose reversa e o desenvolvimento de tecnologias de recuperação de energia contribuíram para uma queda significativa no consumo energético específico das plantas ao longo das últimas décadas.

Hoje, porém, o desafio não está apenas em escolher uma tecnologia mais eficiente, mas em olhar para o sistema como um todo. Bombas, membranas, sistemas de recuperação de energia e equipamentos de controle precisam operar de maneira coordenada para que a planta consiga manter o menor consumo possível em diferentes condições de funcionamento.

Quando falamos em eficiência energética, é importante deixar de olhar para equipamentos de forma isolada e entender o desempenho do sistema como um todo. As condições de operação mudam e, por isso, a capacidade de adaptar o processo a essas variações é fundamental para evitar o uso de energia além do necessário”, explica Anderson Ferreira, engenheiro de Vendas da Danfoss.

Configurações mais eficientes reduzem consumo em até 60%

O consumo de eletricidade tem impacto direto no custo operacional de uma planta de dessalinização. Por isso, ganhos aparentemente pontuais de eficiência podem representar economias significativas quando considerados ao longo de anos de operação.

Um dos exemplos apresentados pela Danfoss compara diferentes configurações de uma planta com capacidade de 1.000 m³ de água por dia. Em uma das situações analisadas, a adoção de uma configuração mais eficiente reduziu o consumo específico de 3,6 kWh/m³ para 2,1 kWh/m³. Em outra comparação, a redução chegou a 54%, passando de 4,3 kWh/m³ para 2,1 kWh/m³.

Os números ajudam a mostrar por que a eficiência energética deve ser considerada desde a concepção dos projetos, mas também apontam para uma oportunidade de modernização de plantas já existentes. Em vez de tratar o consumo como uma consequência inevitável do processo de produção de água, a revisão das condições de operação e a atualização de sistemas podem abrir espaço para ganhos relevantes”, conclui Ferreira.

Na Danfoss Climate Solutions, projetamos soluções de aquecimento e refrigeração com eficiência energética para ajudar o mundo a construir um futuro melhor. Nossos produtos e soluções inovadoras tornam possível um amanhã descarbonizado, digital e mais sustentável. Com um forte foco na qualidade, nas pessoas e no clima, impulsionamos a transição nos sistemas de energia, refrigeração e alimentos para atender às metas globais de clima e energia.

Saiba mais sobre nós em www.danfoss.com. Por Fernanda Casemiro / Pressaporter